segunda-feira, novembro 28, 2005

Ondas rolam em carícias com a areia...
Como queria que aqui estivesses,
Em meus braços a se enrolar,
Teus cabelos acariciar, teus lábios beijar.

Deitar-te-ia nas nuvens,
Sob o sol do amanhecer.
Linda pintura seria,
Qual artista não desejaria te ter?

Lábios macios e frutosos,
De ímpar magia e esplendor.
Vens ficar comigo neste dia,
Passas a noite também.

Sei que andas sozinha,
Perdida na multidão.
Dê uma chance para nós,
Para nunca te arrependeres.

Vem, para que te faça feliz.
Completa este vazio na alma,
Com este teu padaço que eu carrego,
Que há tanto quero te entregar.

Venha ser ninada na praia,
Ser acariciada por mim e pela brisa.
Eu que aqui sempre te espero,
Aguardo sempre que tu chegues.

Olho para o horizonte,
Garrafas fiz ao mar.
Vem viver ao meu lado,
Para que possamos para sempre nos amar.
Os anos passam devagar,
Quando se espera por alguém.
Mas tão depressa,
Quando não se tem ninguém.

A vida em sua carruagem dourada
Passa entre alamedas floridas.
Mas basta o correr dos anos,
Para corroer a madeira e as flores secarem.

Em sonhos sempre vivi,
Na imaginação sobrevivo.
Qual ostra em sua concha,
Não preciso de ninguém.

Sou aquele que despede-se,
Nunca aquele que chega.
Sou aquele que desiste,
Nunca aquele que insiste.

Se quiseres me acompanhar
Muito hei de te agradecer.
Mas nunca espere mais de mim,
Que tenho a alma solitária.

Nesta existência fugaz, febril,
Sou centelha a e apagar.
Brilho em um segundo,
Para no outro tornar-me ar.

Nada te peço, nada mesmo,
Por isso não me exija;
Fique ao meu lado por ficar,
Pois até mesmo uma ostra pode amar.
Trovador tristonho,
Tu que rondas pelas noites escuras.
Buscas a amada inexistente,
Em sucessivas madrugadas.

Vestido com suas roupas negras,
Qual uma criatura das sombras,
Nelas te misturas e desapareces,
Alimenta-te em sonhos desesperados.

Trovador do coração sofrido,
Percorres vielas e becos,
Mas nunca encontra aquela
Que bom pouso te trará.

Segues como louco varrido,
Batendo os sapatos nas pedras,
Na cadência das lágrimas
De tua alma perdida.