segunda-feira, novembro 28, 2005

Trovador tristonho,
Tu que rondas pelas noites escuras.
Buscas a amada inexistente,
Em sucessivas madrugadas.

Vestido com suas roupas negras,
Qual uma criatura das sombras,
Nelas te misturas e desapareces,
Alimenta-te em sonhos desesperados.

Trovador do coração sofrido,
Percorres vielas e becos,
Mas nunca encontra aquela
Que bom pouso te trará.

Segues como louco varrido,
Batendo os sapatos nas pedras,
Na cadência das lágrimas
De tua alma perdida.

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