Os anos passam devagar,
Quando se espera por alguém.
Mas tão depressa,
Quando não se tem ninguém.
A vida em sua carruagem dourada
Passa entre alamedas floridas.
Mas basta o correr dos anos,
Para corroer a madeira e as flores secarem.
Em sonhos sempre vivi,
Na imaginação sobrevivo.
Qual ostra em sua concha,
Não preciso de ninguém.
Sou aquele que despede-se,
Nunca aquele que chega.
Sou aquele que desiste,
Nunca aquele que insiste.
Se quiseres me acompanhar
Muito hei de te agradecer.
Mas nunca espere mais de mim,
Que tenho a alma solitária.
Nesta existência fugaz, febril,
Sou centelha a e apagar.
Brilho em um segundo,
Para no outro tornar-me ar.
Nada te peço, nada mesmo,
Por isso não me exija;
Fique ao meu lado por ficar,
Pois até mesmo uma ostra pode amar.
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