domingo, fevereiro 27, 2005

Estou vazio e sem recheio,
Deixei-me consumir em amores vazios.
Agora sou um pavio queimado,
Assentado no fundo do copo.

Minha chama extinguiu-se.
Sou sombra do que fui,
Coração arruinado e em escombros,
Fruto de amores vadios.

Meu corpo roto,
Carrega as cicatrizes
Dos dolorosos cravos férreos,
De amores despedaçados.

Olhas para mim compadecida.
O que fazer se sofro demais?
Lanças olhares piedosos e compassivos,
Incomodando-me enormemente.

De dores bastam-me tuas lembranças,
Revolver as camadas sedimentadas
É levantar poeira e mágoas,
É relembrar amores já findos.

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