Olhe-me nos olhos agora,
Depois de tudo o que vivemos.
Transbordo de amargor,
Mas não és tu a culpada.
Anos solitários e frustrados,
Endureceram-me demais,
Secaram a fonte de amor
Que vertia de meu coração.
Agora me dizes que tudo acabou.
Desejo-te agora sorte nesta vida,
Pois o teu amado a espera lá fora,
Talvez quando virares a esquina.
Quanto a mim, resta a dor.
Não é nova, mas a mesma de anos,
Que nem mesmo tu foste capaz de curar,
Dando-me tanto carinho e atenção.
Sou esposo da solidão.
Conforto-me em ver-te feliz,
De minhas sombras densas,
Vagando na tristeza sem fim.
terça-feira, outubro 19, 2004
domingo, outubro 17, 2004
Faz tempo que caminho,
Milhas e milhas percorridas.
Gostaria de poder estar
No rumo de casa, só isso.
Cansei-me das batalhas,
Travadas contra os delírios.
Quero poder visualizar da colina,
A planície onde irei repousar.
Lutas em honra de uma dama,
Uma Dulcinéa de sonhos.
Iludi-me em cada caminho,
Por isso nada mais espero,
Exceto a Morte.
Quando saí pelo mundo a procurar,
Nem lembro-me mais o que,
As andanças fizeram-me afastar
Cada vez mais do lar.
E para trás foram ficando,
Todos os que eu amava.
E foram morrendo...
À distância, eu não percebia.
Sem destino, sem razão,
Vagando pelas estradas, sozinho.
Pelos campos, solitário.
Há tantos caminhos...
O Sol nasce e se põe,
Assim o tempo vai passando.
Estou perdido no nada.
Não há quem queira me encontrar.
Milhas e milhas percorridas.
Gostaria de poder estar
No rumo de casa, só isso.
Cansei-me das batalhas,
Travadas contra os delírios.
Quero poder visualizar da colina,
A planície onde irei repousar.
Lutas em honra de uma dama,
Uma Dulcinéa de sonhos.
Iludi-me em cada caminho,
Por isso nada mais espero,
Exceto a Morte.
Quando saí pelo mundo a procurar,
Nem lembro-me mais o que,
As andanças fizeram-me afastar
Cada vez mais do lar.
E para trás foram ficando,
Todos os que eu amava.
E foram morrendo...
À distância, eu não percebia.
Sem destino, sem razão,
Vagando pelas estradas, sozinho.
Pelos campos, solitário.
Há tantos caminhos...
O Sol nasce e se põe,
Assim o tempo vai passando.
Estou perdido no nada.
Não há quem queira me encontrar.
Estou voltando ao meu lugar.
Encontro palavras empoeiradas,
Pensamentos esquecidos
E amizades afrouxadas.
Encontro palavras empoeiradas,
Pensamentos esquecidos
E amizades afrouxadas.
Eu cheguei em frente ao portão, meu cachorro me sorriu latindo.
Minhas malas coloquei no chão, eu voltei.
Tudo estava igual como era antes, quase nada se modificou.
Acho que só eu mesmo mudei, eu voltei.
Eu voltei, agora pra ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar
Eu voltei pras coisas que eu deixei, eu voltei.
Fui abrindo a porta devagar, mas deixei a luz entrar primeiro.
Todo meu passado iluminei, e entrei.
Meu retrato ainda na parede, meio amarelado pelo tempo.
Como a perguntar por onde andei e eu falei:
Onde andei não deu para ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar.
Eu voltei pras coisas que eu deixei, eu voltei
Sem saber depois de tanto tempo se havia alguém em minha espera.
Passos indecisos caminhei e parei.
Quando vi que dois braços abertos, me abraçaram como antigamente.
Tanto quis dizer e não falei e chorei...
Minhas malas coloquei no chão, eu voltei.
Tudo estava igual como era antes, quase nada se modificou.
Acho que só eu mesmo mudei, eu voltei.
Eu voltei, agora pra ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar
Eu voltei pras coisas que eu deixei, eu voltei.
Fui abrindo a porta devagar, mas deixei a luz entrar primeiro.
Todo meu passado iluminei, e entrei.
Meu retrato ainda na parede, meio amarelado pelo tempo.
Como a perguntar por onde andei e eu falei:
Onde andei não deu para ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar.
Eu voltei pras coisas que eu deixei, eu voltei
Sem saber depois de tanto tempo se havia alguém em minha espera.
Passos indecisos caminhei e parei.
Quando vi que dois braços abertos, me abraçaram como antigamente.
Tanto quis dizer e não falei e chorei...
O Portão - Letra: Roberto Carlos & Erasmo Carlos
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