TESTAMENTO
Esta é a última noite.
De tantas que já vivi,
É chegado o derradeiro momento,
De preparar meu Requiem.
Estas palavras que dito,
Não há nenhuma especial,
São vontades de falecido,
Que alguém cumpre se quiser.
Não desejo lágrimas,
Já bastam todas as minhas;
Quero vinho e festa,
Narizes vermelhos, feições embriagadas,
Quando o corpo à terra baixar.
Se passo pela vida,
Sem marca importante deixar,
Realmente não lamento,
Será apenas mais um sonho
Dos muitos que não vão se realizar.
Foram tantos e tantos,
Impossíveis de contar,
Como os grãos de areia da praia,
Em que uma vez me fiz ao mar.
Não posso mais voltar,
Do caminho me perdi,
Há muito tempo atrás.
No mar da esperança,
Confiando sempre que iria mudar.
Enfrentei algumas tormentas,
Nem tão fortes como sempre achei.
Houveram tempos de bonança,
Bons ventos e boa pesca.
Entretanto na maior parte do tempo,
Encontrei a odiosa calmaria,
Que faz as horas passarem lentamente,
Minando toda a vontade,
Enlouquecendo aos poucos.
Muito tarde foi que descobri,
Quem faz o barco navegar,
Somos nós que sopramos as velas,
Fazendo o rumo mudar.
Deixa para lá, não quero que a poesia,
Torne-se enorme ladainha.
Meu testamento literário é este,
Portanto tentarei ser breve.
Breve como a gota de chuva, fugaz,
Essa que tanto me atrai.
Almejei tanto a claridade,
Mas a noite vem sempre ter comigo.
O sol vejo esporadicamente,
As sombras as tenho eternamente.
Bem, é a hora da partilha,
Para quem deixarei meus bens,
O que tenho de mais precioso,
Não passam de trastes para outrem.
Esse poema indecoroso,
Chega por fim ao sonhado auge,
A pena quer silenciar,
Ao apagar das velas.
Para ti, Lua companheira,
Deixo minha eterna gratidão,
Pois iluminaste minhas tristezas,
Com teus cabelos prateados.
Às minhas irmãs Estrelas,
Pela sua compreensão,
Em acalentarem-me na solidão,
Por receberem meu pranto,
Pago com minha eterna devoção.
A vocês, Sombras noturnas,
Deixo meu coração desgastado,
Que tanto almejaram.
Alimentem-se fartamente.
Aos companheiros de taberna,
Nas horas de boemia,
Deixo-lhes as finas taças,
Sirvam-se de meus vinhos,
Com condição de nunca abandonar,
Os lamentos e alegrias da Poesia.
E a tu, minha querida Noite,
Tanto te adoro quanto temo,
Com seus incontáveis mistérios,
Esconde a todos no véu da escuridão.
Que mais posso deixar para ti,
Além do meu espírito errante,
Que não encontra pouso ou descanso?
O aceite em teu seio,
Para que o corpo durma em paz,
É o que mais desejo,
Viver em ti eternamente.
Minhas adoradas Musas,
Não, não as esqueci.
Vós me sois tão especiais,
Que as deixei para o grand finale!
Quem tanto me inspirou,
Mereceis o que tenho de melhor;
Deixo-vos todas as minhas trovas,
Até as ainda não escritas,
São canções amorosas,
Declarações eternas e momentâneas,
Por vós abrilhantadas.
Nada mais justo então,
Que as recebeis e guardai se interessar;
Ou as espalhem por aí, ao ar.
Façam o que quiser.
É o momento de encerrar.
O "Dies Irae" já se foi,
Minha Missa dos Mortos
Se encontra no "Agnus Dei".
Minha boca irá se calar,
Meus sentimentos silenciar.
A pena irá repousar,
Sem mais arranhar o papel.
São as últimas notas,
Nos reflexos dos estertores.
Já estou cansado,
Meu tempo se esgotou,
Aqui encerro meu epitáfio,
Cujo resumo escrevi há quase dez anos.
Vai escrito na mais fria lápide,
Com mármore de desilusão.
Adeus amadas de minha vida,
Perdoa se não as alcancei.
Tentei. Ah, isso eu tentei!
Se não fui feliz, não as culpo,
Ninguém rasura a escrita do Destino.
Enfim, o derradeiro silêncio...
quinta-feira, janeiro 29, 2004
A casa vazia me pergunta,
Nos cantos escuros não há ninguém.
Para onde foram todos?
Aqueles com quem partilhei a vida.
No silêncio sepulcral,
Iterrompido pelo rádio teimoso,
Ou pela televisão barulhenta,
Não vejo mais nenhum rosto.
Ainda ontem caminhei pelas ruas,
Onde todos nós havíamos passado,
Uma inútil tentativa de encontrar,
Aqueles que não mais aqui estão.
A impressão do vazio,
De se viver no Nada,
Preenchido de sonhos passados.
Aonde tudo cheira a nostalgia.
Um a um foram partindo,
De modo abrupto, batendo a porta;
Outros foram melancolicamente,
Saindo em pequenos passos.
Alguns por aqui ainda se demoraram,
Mas todos foram levados.
Resistiu apenas o gotejar,
Das lágrimas na noite.
Por que partiram?
Deixando-me por aqui,
No momento que preciso de alguém,
Para me convencer que tudo acabará bem.
Minha senda é solitária,
A isto devo me acostumar.
Aceitar que nasci sozinho,
Portanto morrerei só.
(Triste assumir que somos ilhas...)
Nos cantos escuros não há ninguém.
Para onde foram todos?
Aqueles com quem partilhei a vida.
No silêncio sepulcral,
Iterrompido pelo rádio teimoso,
Ou pela televisão barulhenta,
Não vejo mais nenhum rosto.
Ainda ontem caminhei pelas ruas,
Onde todos nós havíamos passado,
Uma inútil tentativa de encontrar,
Aqueles que não mais aqui estão.
A impressão do vazio,
De se viver no Nada,
Preenchido de sonhos passados.
Aonde tudo cheira a nostalgia.
Um a um foram partindo,
De modo abrupto, batendo a porta;
Outros foram melancolicamente,
Saindo em pequenos passos.
Alguns por aqui ainda se demoraram,
Mas todos foram levados.
Resistiu apenas o gotejar,
Das lágrimas na noite.
Por que partiram?
Deixando-me por aqui,
No momento que preciso de alguém,
Para me convencer que tudo acabará bem.
Minha senda é solitária,
A isto devo me acostumar.
Aceitar que nasci sozinho,
Portanto morrerei só.
(Triste assumir que somos ilhas...)
segunda-feira, janeiro 26, 2004
Sempre me vens em sonhos,
Tão real que consigo te tocar,
Aspirar ao teu perfume,
Acariciar os teus cabelos.
O calor do corpo, irradia,
Deixando-me em brasa.
Os sentidos à flor da pele,
Sensíveis a mais fina sensação.
Em tuas curvas me perco,
Somente assim te encontro.
A noite fica mais brilhosa,
Como pontilhada de diamantes.
Alcanço o teu sorriso,
Abraçando-o com meus lábios.
Guardo tudo na lembrança,
Descrevendo uma poesia.
Assim novo presente te oferto,
De tantas palavras a ti dirigidas.
Nada mais espero em troca,
Além dos instantes que me proporciona.
Tão real que consigo te tocar,
Aspirar ao teu perfume,
Acariciar os teus cabelos.
O calor do corpo, irradia,
Deixando-me em brasa.
Os sentidos à flor da pele,
Sensíveis a mais fina sensação.
Em tuas curvas me perco,
Somente assim te encontro.
A noite fica mais brilhosa,
Como pontilhada de diamantes.
Alcanço o teu sorriso,
Abraçando-o com meus lábios.
Guardo tudo na lembrança,
Descrevendo uma poesia.
Assim novo presente te oferto,
De tantas palavras a ti dirigidas.
Nada mais espero em troca,
Além dos instantes que me proporciona.
Nada mais me importa,
Chega de esperanças falsas,
De esperar por quem não vem.
Desisto de ser o Bobo.
Viro as costas para a corte,
Chega de ser palhaço,
Ou tratado como tal.
Tenho sangue circulando.
Meus olhos estão frios,
Minha paciência se esgotou.
Vão todos para o Inferno,
Que o diabo lhes carregue.
Finalmente vou gargalhar,
Neste circo de lágrimas,
Agora posso aplaudir
Todos que trataram-me como bufão.
Ser bonzinho não leva a nada,
Só aumenta suas expectativas sobre mim.
Raios! Sou humano, sou frágil,
Não quero mais chorar, mas odiar.
Vou renascer destas cinzas,
Abandonando a pele de cordeiro.
Serei o lobo cruel, que destrói,
Sem remorsos, por instinto natural.
(Minhas noites não andam muito boas...)
Chega de esperanças falsas,
De esperar por quem não vem.
Desisto de ser o Bobo.
Viro as costas para a corte,
Chega de ser palhaço,
Ou tratado como tal.
Tenho sangue circulando.
Meus olhos estão frios,
Minha paciência se esgotou.
Vão todos para o Inferno,
Que o diabo lhes carregue.
Finalmente vou gargalhar,
Neste circo de lágrimas,
Agora posso aplaudir
Todos que trataram-me como bufão.
Ser bonzinho não leva a nada,
Só aumenta suas expectativas sobre mim.
Raios! Sou humano, sou frágil,
Não quero mais chorar, mas odiar.
Vou renascer destas cinzas,
Abandonando a pele de cordeiro.
Serei o lobo cruel, que destrói,
Sem remorsos, por instinto natural.
(Minhas noites não andam muito boas...)
sexta-feira, janeiro 23, 2004
Luzes da aurora,
Horizonte avermelhado,
Em céu de poucas nuvens,
Clareando em azul intenso.
A maré está ideal,
O vento brando e perene,
Infla as velas brancas,
Do coração navegante.
As amarras estão soltas,
O cais vai ficando distante,
O rumo já está traçado,
A alegria toma o meu ser.
Minha jangada frágil,
Vai vencendo as ondas,
Ao balanço da brisa
Que sopra para o mar.
Agora vou viajar,
Nada mais me segura.
A vida me sorri faceira,
Reconhecendo quem a sabe amar.
Horizonte avermelhado,
Em céu de poucas nuvens,
Clareando em azul intenso.
A maré está ideal,
O vento brando e perene,
Infla as velas brancas,
Do coração navegante.
As amarras estão soltas,
O cais vai ficando distante,
O rumo já está traçado,
A alegria toma o meu ser.
Minha jangada frágil,
Vai vencendo as ondas,
Ao balanço da brisa
Que sopra para o mar.
Agora vou viajar,
Nada mais me segura.
A vida me sorri faceira,
Reconhecendo quem a sabe amar.
As ondas rolam, espumantes,
Sobra as areias claras,
Pontilhadas de estrelas,
Na noite de verão.
A brisa noturna, macia,
Roça-se nas palmeiras,
Em dança sensual,
Num luau silencioso.
A cantiga do pescador,
À porta da tapera iluminada,
Entoa rimas de amores,
Que se perderam no mar.
Sozinho a tão tarda hora,
Humildemente sorri.
Amanhã o vento altera,
É a vez da jangada ao mar.
Confia no Menino Jesus,
A maré irá mudar;
Rogando a Nossa Senhora dos Navegantes,
Sabe que rede cheia trará.
Suas preces as ondas levam,
À caprichosa Rainha do Mar,
Seus sentimentos seguem soltos,
Soprados pelas correntes de ar.
Sobra as areias claras,
Pontilhadas de estrelas,
Na noite de verão.
A brisa noturna, macia,
Roça-se nas palmeiras,
Em dança sensual,
Num luau silencioso.
A cantiga do pescador,
À porta da tapera iluminada,
Entoa rimas de amores,
Que se perderam no mar.
Sozinho a tão tarda hora,
Humildemente sorri.
Amanhã o vento altera,
É a vez da jangada ao mar.
Confia no Menino Jesus,
A maré irá mudar;
Rogando a Nossa Senhora dos Navegantes,
Sabe que rede cheia trará.
Suas preces as ondas levam,
À caprichosa Rainha do Mar,
Seus sentimentos seguem soltos,
Soprados pelas correntes de ar.
domingo, janeiro 18, 2004
A tive por momentos em meus braços,
Com teus lábios tão próximos de mim,
Que em êxtase deixei-me levar.
Avancei desvairado,
Como se fosse a última chance,
De longamente te beijar.
A música nos envolveu,
Elevando-nos da realidade.
Pouco importava na hora,
Que a melodia fosse chata.
Novamente senti o calor de teu corpo,
Aspirei o perfume que teus poros exalam;
Mergulhei nos olhos charmosos que tens.
Nos caminhos de teus lábios rosados,
Perdi-me prazerosamente,
Sem vontade de voltar.
Em carícias te possui,
Fazer-te feliz, consegui,
Por alguns instantes.
A música acabou,
Na noite nos separamos,
De meus devaneios voltei.
A timidez novamente me venceu,
Pois os beijos foram fantasia.
Em minha mente atordoada,
A vi tenramente me aceitar.
Com teus lábios tão próximos de mim,
Que em êxtase deixei-me levar.
Avancei desvairado,
Como se fosse a última chance,
De longamente te beijar.
A música nos envolveu,
Elevando-nos da realidade.
Pouco importava na hora,
Que a melodia fosse chata.
Novamente senti o calor de teu corpo,
Aspirei o perfume que teus poros exalam;
Mergulhei nos olhos charmosos que tens.
Nos caminhos de teus lábios rosados,
Perdi-me prazerosamente,
Sem vontade de voltar.
Em carícias te possui,
Fazer-te feliz, consegui,
Por alguns instantes.
A música acabou,
Na noite nos separamos,
De meus devaneios voltei.
A timidez novamente me venceu,
Pois os beijos foram fantasia.
Em minha mente atordoada,
A vi tenramente me aceitar.
sábado, janeiro 17, 2004
Adeus sonho...
Como foi bom te viver,
Acompanhar cada acorde,
Dramático e profundo.
A realidade bate à porta,
Exigindo sua entrada.
Agora tu vais embora,
Para se empoeirar no coração.
Minhas lágrimas de despedida,
Umedecem o papel rabiscado,
Com palavras desesperançadas,
Pinceladas de melancolia.
Sonho... Adeus!
Vais, antes que mais me atormentes,
Antes que sofrimentos me aflijas,
Fazendo-me sangrar o coração.
Como foi bom te viver,
Acompanhar cada acorde,
Dramático e profundo.
A realidade bate à porta,
Exigindo sua entrada.
Agora tu vais embora,
Para se empoeirar no coração.
Minhas lágrimas de despedida,
Umedecem o papel rabiscado,
Com palavras desesperançadas,
Pinceladas de melancolia.
Sonho... Adeus!
Vais, antes que mais me atormentes,
Antes que sofrimentos me aflijas,
Fazendo-me sangrar o coração.
Assim quis o destino,
Que esse insensato Trovador,
Não gozasse jamais,
De sorte no amor.
Não me priva de apaixonar-me,
Mas nunca se materializa,
Vivendo sempre a colher sonhos,
Plantados inutilmente no vapor.
Se para isso a vida não me sorri,
Nada não! Não esmoreço.
Nem jamais desisto, mesmo que sofra,
Continuo tentando, ainda que doa.
Aos tropeções, em saltos,
Caminha meu coração.
Agora talvez deva voltar,
Para minhas noites em sombras.
Este sonho parece-me,
Ao fim ter chegado,
Assim como a noite,
Finda após a madrugada.
Que esse insensato Trovador,
Não gozasse jamais,
De sorte no amor.
Não me priva de apaixonar-me,
Mas nunca se materializa,
Vivendo sempre a colher sonhos,
Plantados inutilmente no vapor.
Se para isso a vida não me sorri,
Nada não! Não esmoreço.
Nem jamais desisto, mesmo que sofra,
Continuo tentando, ainda que doa.
Aos tropeções, em saltos,
Caminha meu coração.
Agora talvez deva voltar,
Para minhas noites em sombras.
Este sonho parece-me,
Ao fim ter chegado,
Assim como a noite,
Finda após a madrugada.
Estrelas, noite. Solidão.
Os carros passam rápidos,
Fugindo na escuridão.
A tristeza faz sua ronda,
Averiguando os corações,
Que sempre lhe pertencem.
Ainda que sorriam na manhã,
Ao entardecer dourado,
Começam a verter lágrimas,
Em mais uma noite solitária.
Nesta dependência mórbida,
Minha vida pende entre lá e cá,
Em movimentos taciturnos,
Nas águas bravias da desilusão.
Lá vem ela, acompanhar-me.
Devo deixar de lado a pena,
Correr para os braços da infelicidade,
Buscando consolo aonde não há.
Os carros passam rápidos,
Fugindo na escuridão.
A tristeza faz sua ronda,
Averiguando os corações,
Que sempre lhe pertencem.
Ainda que sorriam na manhã,
Ao entardecer dourado,
Começam a verter lágrimas,
Em mais uma noite solitária.
Nesta dependência mórbida,
Minha vida pende entre lá e cá,
Em movimentos taciturnos,
Nas águas bravias da desilusão.
Lá vem ela, acompanhar-me.
Devo deixar de lado a pena,
Correr para os braços da infelicidade,
Buscando consolo aonde não há.
sábado, janeiro 10, 2004
Oníricas paisagens,
Cobertas pelo manto azul-celeste,
Manchado de nuvens brancas.
No leste, surge o brilhante astro,
Senhor durante o dia,
Enquanto a Lua despede-se no oeste.
A noite prepara-se para ir,
Levando tantas esperanças,
Quantos os desejos.
Meu pensamento em você,
Distrai-me das estrelas,
Porque brilha mais que elas.
Ainda aspiro ao seu aroma,
Delicado, doce.
Levemente sensual.
Supreendentemente,
Declarei-me numa despedida,
Que tornou-se um encontro.
As palavras ainda se estenderam,
Mas convencidos pelo sono,
Deixamo-nos levar.
Agora cada qual vive um sonho,
Com as cabeças em travesseiros separados.
Delicioso ou inverossímel?
Apenas o amanhecer vai dizer...
Cobertas pelo manto azul-celeste,
Manchado de nuvens brancas.
No leste, surge o brilhante astro,
Senhor durante o dia,
Enquanto a Lua despede-se no oeste.
A noite prepara-se para ir,
Levando tantas esperanças,
Quantos os desejos.
Meu pensamento em você,
Distrai-me das estrelas,
Porque brilha mais que elas.
Ainda aspiro ao seu aroma,
Delicado, doce.
Levemente sensual.
Supreendentemente,
Declarei-me numa despedida,
Que tornou-se um encontro.
As palavras ainda se estenderam,
Mas convencidos pelo sono,
Deixamo-nos levar.
Agora cada qual vive um sonho,
Com as cabeças em travesseiros separados.
Delicioso ou inverossímel?
Apenas o amanhecer vai dizer...
Pensei em dizer-te tanta coisa,
Quando, finalmente, o momento chegasse.
Haveria de ser com flores e poesia.
Entretanto agora, as idéias embaralham-se,
As palavras trombam sem significado,
Querendo todas sair ao mesmo tempo.
Foi tudo tão rápido, inesperado,
Difícil ter qualquer reação.
Apenas a certeza,
Que algo importante aconteceu.
Foi estranho, como tudo se deu...
Sem nos olhar ou tocar,
Com palavras faladas,
Voando pelos fios.
Agora, tudo está suspenso,
Congelado até o Sol nascer.
Que dará a clara certeza,
Se era o que tinha de se fazer.
Quando, finalmente, o momento chegasse.
Haveria de ser com flores e poesia.
Entretanto agora, as idéias embaralham-se,
As palavras trombam sem significado,
Querendo todas sair ao mesmo tempo.
Foi tudo tão rápido, inesperado,
Difícil ter qualquer reação.
Apenas a certeza,
Que algo importante aconteceu.
Foi estranho, como tudo se deu...
Sem nos olhar ou tocar,
Com palavras faladas,
Voando pelos fios.
Agora, tudo está suspenso,
Congelado até o Sol nascer.
Que dará a clara certeza,
Se era o que tinha de se fazer.
Poemas, odes e rimas,
Iluminei teu caminho com elas,
Guiando-me lentamente a ti.
Justo eu, que fico em silêncio,
Contemplante observador,
De outras vezes, tantas,
Pus-me ao lado e apenas assisti.
Hoje, tomado de iniciativa,
Escancarei as portas do coração,
Libertei o grito preso na garganta,
Assinando em definitivo minha confissão.
Peço que entendas, este louco trovador,
Que teve a razão calada, amordaçada,
Fazendo-me assumir o sentimento que me toma.
Iluminei teu caminho com elas,
Guiando-me lentamente a ti.
Justo eu, que fico em silêncio,
Contemplante observador,
De outras vezes, tantas,
Pus-me ao lado e apenas assisti.
Hoje, tomado de iniciativa,
Escancarei as portas do coração,
Libertei o grito preso na garganta,
Assinando em definitivo minha confissão.
Peço que entendas, este louco trovador,
Que teve a razão calada, amordaçada,
Fazendo-me assumir o sentimento que me toma.
A noite já é alta,
O coração bate forte,
A decisão está tomada.
De partida em vou,
Ao encontro do destino,
Desvairado em tua busca.
Quando a encontro,
Dormes profundamente.
Detenho-me...
Nas sombras, encantado,
Acompanho tua respiração.
Em tantos sonhos te acariciei,
Que hoje a coragem me domina.
Avanço, suavemente,
Minha mão desliza nos cabelos,
Meus lábios encontram os teus,
Despertando-a com um beijo.
Os olhos abrem-se e fitam-me.
Este Trovador atrevido,
Que sempre te amou em silêncio.
O coração bate forte,
A decisão está tomada.
De partida em vou,
Ao encontro do destino,
Desvairado em tua busca.
Quando a encontro,
Dormes profundamente.
Detenho-me...
Nas sombras, encantado,
Acompanho tua respiração.
Em tantos sonhos te acariciei,
Que hoje a coragem me domina.
Avanço, suavemente,
Minha mão desliza nos cabelos,
Meus lábios encontram os teus,
Despertando-a com um beijo.
Os olhos abrem-se e fitam-me.
Este Trovador atrevido,
Que sempre te amou em silêncio.
Olhar teus olhos,
Acariciar teus cabelos,
Provar teus lábios
E te acalentar o coração.
Secar tuas lágrimas,
Nos momentos de dor,
Acompanhar teus sorrisos,
Nos momentos de alegria.
Banhar de amor a tua vida,
Mergulharmos juntos,
Neste singelo sonho,
Que torna-se mais e mais real.
Estar contigo pela vida,
Que ganha tons coloridos,
E tudo com mais brilho.
Compartilhar muitos momentos,
Vivê-los inteiramente,
É um pouco do que espera
Esta história de amor nascente.
Acariciar teus cabelos,
Provar teus lábios
E te acalentar o coração.
Secar tuas lágrimas,
Nos momentos de dor,
Acompanhar teus sorrisos,
Nos momentos de alegria.
Banhar de amor a tua vida,
Mergulharmos juntos,
Neste singelo sonho,
Que torna-se mais e mais real.
Estar contigo pela vida,
Que ganha tons coloridos,
E tudo com mais brilho.
Compartilhar muitos momentos,
Vivê-los inteiramente,
É um pouco do que espera
Esta história de amor nascente.
Finalmente!
Minhas palavras aqui lançadas,
Aparentando sem rumo ou destino,
Encontraram-se com Ela.
A Nina de sorriso mais doce,
Cujos olhos me encantam,
Em quem adoro fazer carinho,
Sabe agora, com certeza,
Que estas palavras lhe pertencem.
O coração deste Trovador notívago,
Agora está mais descansado,
Pois, ainda que ela durma,
Estarei sempre ao seu lado.
Hoje é uma madrugada especial,
Mesmo que tudo continue sendo sonho.
Um delicado sonho que tornou-se real.
Minhas palavras aqui lançadas,
Aparentando sem rumo ou destino,
Encontraram-se com Ela.
A Nina de sorriso mais doce,
Cujos olhos me encantam,
Em quem adoro fazer carinho,
Sabe agora, com certeza,
Que estas palavras lhe pertencem.
O coração deste Trovador notívago,
Agora está mais descansado,
Pois, ainda que ela durma,
Estarei sempre ao seu lado.
Hoje é uma madrugada especial,
Mesmo que tudo continue sendo sonho.
Um delicado sonho que tornou-se real.
domingo, janeiro 04, 2004
Noite nebulosa, sem estrelas e Lua,
O céu cinza claro uniforme,
A fina chuva que cai,
Num borrifo gelado.
A solidão, com a fala macia,
Sopra aos meus ouvidos,
Palavras afáveis,
Em juras de amor eterno.
De minha janela,
No último andar,
Nas noites claras,
Vislumbro as luzes da cidade.
Um mosaico de pontos brancos,
Amarelos, rubros e azuis.
Cobrindo as planícies e colinas,
Neste manto colorido de fundo negro.
Meu olhar então se perde,
O silêncio da madrugada me preenche,
Enquanto a vida dorme,
Permaneço desperto daqui.
Pareço voar pelas casas,
Sem discerni-lhes os formatos,
As luzes me guiam
Pelo intrincado labirinto.
Hoje, apesar do horizonte encoberto,
Fito aonde ficam as luzes,
Pontos multicores que não vejo,
Mas em minhas fantasias, estão lá.
O céu cinza claro uniforme,
A fina chuva que cai,
Num borrifo gelado.
A solidão, com a fala macia,
Sopra aos meus ouvidos,
Palavras afáveis,
Em juras de amor eterno.
De minha janela,
No último andar,
Nas noites claras,
Vislumbro as luzes da cidade.
Um mosaico de pontos brancos,
Amarelos, rubros e azuis.
Cobrindo as planícies e colinas,
Neste manto colorido de fundo negro.
Meu olhar então se perde,
O silêncio da madrugada me preenche,
Enquanto a vida dorme,
Permaneço desperto daqui.
Pareço voar pelas casas,
Sem discerni-lhes os formatos,
As luzes me guiam
Pelo intrincado labirinto.
Hoje, apesar do horizonte encoberto,
Fito aonde ficam as luzes,
Pontos multicores que não vejo,
Mas em minhas fantasias, estão lá.
Neblina e brumas,
Luzes difusas e esparsas,
A cidade dorme;
Hora de despertar.
É noite sem Lua,
Nos becos desertos,
Brinco com as sombras,
Trovas escuras e vaporosas.
Apenas a taberna,
Casa de corações despedaçados,
Fica aberta à entrada de quaisquer,
Até às luzes do alvorecer.
O tempo avança,
O mundo cinzento e negro,
De gradações infinitas
Em azul profundo.
Perambulando nas ruas,
Em rumos ermos e perdidos,
O pensamento vai as estrelas,
E lá fico a cantar
Minhas poesias para elas.
Luzes difusas e esparsas,
A cidade dorme;
Hora de despertar.
É noite sem Lua,
Nos becos desertos,
Brinco com as sombras,
Trovas escuras e vaporosas.
Apenas a taberna,
Casa de corações despedaçados,
Fica aberta à entrada de quaisquer,
Até às luzes do alvorecer.
O tempo avança,
O mundo cinzento e negro,
De gradações infinitas
Em azul profundo.
Perambulando nas ruas,
Em rumos ermos e perdidos,
O pensamento vai as estrelas,
E lá fico a cantar
Minhas poesias para elas.
Flores delicadas,
Recobrem todo o teu corpo,
Emoldurado em cores,
Que vibram e resplandem.
Tua pele de contanto fino,
Sinto na ponta dos dedos,
Trêmulos e sofridos.
Meu coração disrritima.
Na cadência da respiração,
Beijo teus lábios acalentadores,
O calor irradia, incendiando.
Consumo-te em carícias.
Sabor de fruta no ponto,
Fruto proibido do Éden,
Com seus cabelos em cascata,
Negros de noite profunda.
Desço então, pela correnteza,
Pelas ondas, como as folhas,
Desenhando em curvas velozes,
A tua cintilante silhueta.
Recobrem todo o teu corpo,
Emoldurado em cores,
Que vibram e resplandem.
Tua pele de contanto fino,
Sinto na ponta dos dedos,
Trêmulos e sofridos.
Meu coração disrritima.
Na cadência da respiração,
Beijo teus lábios acalentadores,
O calor irradia, incendiando.
Consumo-te em carícias.
Sabor de fruta no ponto,
Fruto proibido do Éden,
Com seus cabelos em cascata,
Negros de noite profunda.
Desço então, pela correnteza,
Pelas ondas, como as folhas,
Desenhando em curvas velozes,
A tua cintilante silhueta.
Catedrais em sombras,
Campanários cortando a noite,
Torreões iluminados pela Lua.
A fina chuva, lágrimas.
Rolando pelos telhados,
Escorrem pelas valas.
A nave principal, às escuras.
Ouve-se o gotejar lento,
Lamúrios dos que sofrem.
O altar nas sombras,
Recebe os corações partidos,
Na missa noturna,
Celebrada nas frias madrugadas.
Senhor dos desiludidos,
Proteja os que choram,
Consola aqueles que lamentam.
Aqueça o coração dos que amam,
Mas estão eternamente sozinhos.
Campanários cortando a noite,
Torreões iluminados pela Lua.
A fina chuva, lágrimas.
Rolando pelos telhados,
Escorrem pelas valas.
A nave principal, às escuras.
Ouve-se o gotejar lento,
Lamúrios dos que sofrem.
O altar nas sombras,
Recebe os corações partidos,
Na missa noturna,
Celebrada nas frias madrugadas.
Senhor dos desiludidos,
Proteja os que choram,
Consola aqueles que lamentam.
Aqueça o coração dos que amam,
Mas estão eternamente sozinhos.
Coração tristonho,
Vida solitária,
Bebendo desilusões,
Sendo apenas mais um.
Ainda aposto na mesa,
Mas a vida não sorri
Para quem é das sombras,
Apreciando melancolias.
Ainda que eu fale,
Das flores do campo,
De lindos sóis nascentes,
Meu espírito é da Noite.
As vielas são meu habitat,
As estrelas minhas musas,
A madrugada é minha hora,
E as trovas, a minha vida.
Vida solitária,
Bebendo desilusões,
Sendo apenas mais um.
Ainda aposto na mesa,
Mas a vida não sorri
Para quem é das sombras,
Apreciando melancolias.
Ainda que eu fale,
Das flores do campo,
De lindos sóis nascentes,
Meu espírito é da Noite.
As vielas são meu habitat,
As estrelas minhas musas,
A madrugada é minha hora,
E as trovas, a minha vida.
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