Ruas desertas e silenciosas,
O véu da noite me encobre.
Nos becos, vultos furtivos,
Trovadores, amantes, felinos.
Nas sarjetas os ratos,
Companheiros dos ébrios,
Apaixonados caídos em desgraça;
Humilhados pela vida.
Mas meu coração sofrido,
Ainda hoje sorriu,
De seus cacos reuniu-se.
A esperança continua,
No sorriso da amada musa,
Que livra-me de triste sina.
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