sexta-feira, novembro 26, 2004

Minha poesia ficou muda,
As palavras já não me querem falar.
A solidão no peito aperta,
Contudo, nos olhos, lágrimas não há.

O dia faz-se em trevas,
Esperança não resiste.
Assim aguardo o tempo passar,
Na eterna cadência pendular.

A história repete-se,
Com horas amontoadas,
Nas lembranças, escombros
Da existência irregular.

Não estou a lamentar,
Nem tristezas a inventar.
Apenas sigo louco meu rumo,
Sem da vida mais nada esperar.

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