Fonte de inspiração,
Aonde estás?
De ti, apenas o rio,
Nunca a nascente.
De quais confins
Da alma inquieta,
Brotas tão forte
A ponto de arrebatar?
Das desilusões,
Novas ou antigas?
Da chaga aberta
No meio do coração?
Apenas sei aonde vais,
Mas nunca de onde vens.
E assim como chega,
Sorrateira, se esvai.
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