sexta-feira, novembro 26, 2004

Fonte de inspiração,
Aonde estás?
De ti, apenas o rio,
Nunca a nascente.

De quais confins
Da alma inquieta,
Brotas tão forte
A ponto de arrebatar?

Das desilusões,
Novas ou antigas?
Da chaga aberta
No meio do coração?

Apenas sei aonde vais,
Mas nunca de onde vens.
E assim como chega,
Sorrateira, se esvai.

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