Olhe-me nos olhos agora,
Depois de tudo o que vivemos.
Transbordo de amargor,
Mas não és tu a culpada.
Anos solitários e frustrados,
Endureceram-me demais,
Secaram a fonte de amor
Que vertia de meu coração.
Agora me dizes que tudo acabou.
Desejo-te agora sorte nesta vida,
Pois o teu amado a espera lá fora,
Talvez quando virares a esquina.
Quanto a mim, resta a dor.
Não é nova, mas a mesma de anos,
Que nem mesmo tu foste capaz de curar,
Dando-me tanto carinho e atenção.
Sou esposo da solidão.
Conforto-me em ver-te feliz,
De minhas sombras densas,
Vagando na tristeza sem fim.
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