domingo, outubro 17, 2004

Faz tempo que caminho,
Milhas e milhas percorridas.
Gostaria de poder estar
No rumo de casa, só isso.

Cansei-me das batalhas,
Travadas contra os delírios.
Quero poder visualizar da colina,
A planície onde irei repousar.

Lutas em honra de uma dama,
Uma Dulcinéa de sonhos.
Iludi-me em cada caminho,
Por isso nada mais espero,
Exceto a Morte.

Quando saí pelo mundo a procurar,
Nem lembro-me mais o que,
As andanças fizeram-me afastar
Cada vez mais do lar.

E para trás foram ficando,
Todos os que eu amava.
E foram morrendo...
À distância, eu não percebia.

Sem destino, sem razão,
Vagando pelas estradas, sozinho.
Pelos campos, solitário.
Há tantos caminhos...

O Sol nasce e se põe,
Assim o tempo vai passando.
Estou perdido no nada.
Não há quem queira me encontrar.

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