quarta-feira, maio 26, 2004

Coração partido,
Em pedaços dividido,
Sangra lágrimas
Enquanto ainda sorri.

Sonhos construído e desfeitos,
Levados pelos ventos da realidade.
Sonhador... Imaginação infantil,
Ainda leva-me à total perdição.

Meu rival, em brilhante armadura,
Cavalga em corcel branco.
Teus olhos somente o vêem,
Fulgurando como astro-rei.

Eu, pequeno trovador,
Andarilho da noite,
Criatura das sombras,
Nada tenho, nem possuo.

Meu dom é tourear versos,
Domesticador de poemas sou.
O que é isso perante as façanhas
De príncipe dos contos de fadas?

Deixe-me encantar por tu,
Com teu jeito meigo de menina,
De delicado sorriso.
Quando falas, derreto-me.

Contudo, não arrependo-me
Em momento sequer.
Apesar de teu coração não alcançar,
E contra a parede me chocar.

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