quarta-feira, maio 19, 2004

A chama aos poucos se extingue,
A paixão nos momentos dissolve.
O amor nascente, seca lentamente,
Agonia dolorosa de sentimentos.

Lanço-me de novo ao mar,
Em busca de outras paragens,
Aonde minhas trovas sejam ouvidas,
Mas também respondidas...

Neste canto de despedida,
A tristeza dá o ritmo,
A desilusão, o compasso.
Ah, esperanças...!

Assim os laços afrouxam-se,
As pedras desencaixam.
O castelo de sonhos ruindo,
Espalha poeira na planície.

Ficam as palavras não ditas,
Os beijos não dados
E os carinhos não sentidos,
Até que o vento a tudo disperse.

Quando tudo termina,
A calmaria e silêncio reinam.
Junto os pedaços de coração,
Viro as costas e ao caminho retorno.

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