Escombros, fumos negros,
Casas em chamas, destruídas,
Desordem e caos reinam,
Na terra desolada.
Nas torneiras, nem água.
Nas mesas, serve-se o que há.
Não há luzes na cidade,
Exceto os lumes das velas.
Cadeiras vazias, salas desertas.
Era um dia uma escola,
Hoje suas paredes crivadas, rachadas,
Exibem as marcas dos projéteis.
Os gritos desesperados,
Transbordam ódio,
Em meio à turba,
Buscam um culpado.
Entre tiros e explosões,
Nada vale uma vida.
Mais um na estatística
Das baixas de guerra.
Vieram do Oeste, reluzentes,
Cavalgando blindados,
Nas asas dos aviões,
Trazendo dor e destruição.
Seus líderes ficaram lá,
Além do oceano, bem longe.
As areias escaldantes
Servidas com prazer aos marines.
Pela estrada segue o comboio,
Guarnecido de militares, será emboscado.
Morte... Pobre John, que pode ser
Ramirez, Paolo ou Gorky.
Em resposta ao ataque,
Dos céus chovem mísseis cruiser.
Maldições no lugar das bençãos,
Pedidas nas orações às sextas.
Mais sangue inocente
Derramado no solo fervente.
É avidamente bebido
Pelas legiões entre as fileiras.
Seu nome era Hassam,
Mas podia ser Mohammed ou Ali.
Estava no quarto e dormia.
Agora é um retângulo no chão.
Os soldados da coalizão,
Cobertos de soberba e razão,
Estão cegos, em meio ao rancor,
Travando uma guerra insana.
Para quem lidera, é santa.
Cruzada ou Jihad?
Não importa a denominação,
Apenas não há motivos.
Os iraquianos anseiam soberania,
Os invasores, o ouro negro.
Os nativos suas casas protegem,
Os outros, se perguntam: Que fazemos aqui?
A violência em escalada,
Surgiu por um caprocho,
De um líder frustrado, maníaco,
Que por trás da mesa em Washington
Empurra mais e mais jovens para a Morte.
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