quinta-feira, abril 22, 2004

Caminhas por entre meus pensamentos,
Invadindo minhas divagações.
Sempre tenho-te perto de mim,
A cada momento, a todo instante.

Minha retina mantém gravada,
Tua imagem bela e sorridente.
Recuso-me a esquecer,
Ainda que possa vir arrepender-me.

Por que alimento-me de sonhos?
As impossibilidades me confortam?
Machuco-me por nada realizar...
No caminho fico, sentado a chorar.

São lágrimas derramadas
Aguando as pequenas margaridas,
Que nascem aonde seus pés pisam.

Desta aura onírica que te permeias,
Ilumina minhas poesias toscas.
Manancial inspirador, dá-me as letras
Que as organizo nos versos que te ofereço.

Carinho recebo na tua voz,
Macia, sussurra-me na noite,
Embalando-me em meus devaneios.
Já não sei quando sonho.

Sei que és real. Toco-te e sinto.
Assim como meus poemas lês.
Entretanto estás distante,
A sombra do rival está presente.

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