Palavras no ar,
Levadas pelos elétrons,
Através dos satélites,
Nas asas dos fótons.
Versos expressos no éter,
Ficam nesta taberna virtual,
Situada em uma viela escura,
À direita do terceiro capacitor.
Pulsos magnéticos lidos,
Impressos na superfície do disco,
Em um frio servidor,
Aquecendo corações doídos.
A pena do Trovador são teclas,
Sua melodia está em .mp3,
Entretanto ainda sai pelas noites,
Deixando seus bilhetes no e-mail.
No lugar do costumaz papel,
Poemas editados em software,
Dispersos na internet,
Como as sementes de paineira.
Flutuam em todas as direções,
Levando-me em pedacinhos,
Pousam no seio da Amada,
Desejando apenas brotar.
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