Num esbarrão fortuito,
Meus lábios tocaram os seus.
Teu calor emanou em mim,
Incendiando meu desejo.
É a rachadura na represa,
Que retém o oceano de sentimentos.
Agora jorram pelo vale,
Através de nossos beijos.
Elétricos, nervosos,
Compulsivos e delicados,
Procurando-se nos meandros,
Das bocas apaixonadas.
Já não é possível segurar,
Nem fingir não te querer.
Não consigo soltar meus lábios,
Nem os quero longe dos teus.
Sentir seu gosto pueril,
Beber teu sabor doce,
Desses lábios de rosas,
Orvalhadas na manhã.
Permita-me a Providência,
Que este sonho outonal,
Realize-se em breve,
Antes do inverno de minha vida.
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