Chorai Guerreiro,
Dai-vos o direito,
E às vossas lágrimas rolar.
Não disfarçais o estrondo
Dos castelos de sonhos ruindo,
Do coração despedaçando.
Lamentai vossas dores,
Mas tratai das feridas.
Confiai todo o resto a Deus.
O orvalho da tristeza,
Umedece meus versos,
Borrando a tinta,
Tornando-os lamuriosos.
Ah, Solidão...
Pensas que me pega?
Já fugi de tuas garras,
Pelo menos desta vez.
Em tuas aramadilhas
Já não mais caio,
Pois conheço os ardis
Que costumas usar.
Portanto, derramo meu pranto,
Durante toda a noite chuvosa.
Toda a dor certamente passará,
E no amanhecer o Sol surgirá.
Esperança. Afinal, sou o Farol.
Que brilha através das névoas,
Servindo de sinal e caminho,
Sempre sabe-se aonde o encontrar.
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