domingo, janeiro 04, 2004

Noite nebulosa, sem estrelas e Lua,
O céu cinza claro uniforme,
A fina chuva que cai,
Num borrifo gelado.

A solidão, com a fala macia,
Sopra aos meus ouvidos,
Palavras afáveis,
Em juras de amor eterno.

De minha janela,
No último andar,
Nas noites claras,
Vislumbro as luzes da cidade.

Um mosaico de pontos brancos,
Amarelos, rubros e azuis.
Cobrindo as planícies e colinas,
Neste manto colorido de fundo negro.

Meu olhar então se perde,
O silêncio da madrugada me preenche,
Enquanto a vida dorme,
Permaneço desperto daqui.

Pareço voar pelas casas,
Sem discerni-lhes os formatos,
As luzes me guiam
Pelo intrincado labirinto.

Hoje, apesar do horizonte encoberto,
Fito aonde ficam as luzes,
Pontos multicores que não vejo,
Mas em minhas fantasias, estão lá.

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