segunda-feira, janeiro 26, 2004

Nada mais me importa,
Chega de esperanças falsas,
De esperar por quem não vem.
Desisto de ser o Bobo.

Viro as costas para a corte,
Chega de ser palhaço,
Ou tratado como tal.
Tenho sangue circulando.

Meus olhos estão frios,
Minha paciência se esgotou.
Vão todos para o Inferno,
Que o diabo lhes carregue.

Finalmente vou gargalhar,
Neste circo de lágrimas,
Agora posso aplaudir
Todos que trataram-me como bufão.

Ser bonzinho não leva a nada,
Só aumenta suas expectativas sobre mim.
Raios! Sou humano, sou frágil,
Não quero mais chorar, mas odiar.

Vou renascer destas cinzas,
Abandonando a pele de cordeiro.
Serei o lobo cruel, que destrói,
Sem remorsos, por instinto natural.

(Minhas noites não andam muito boas...)

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