Flores delicadas,
Recobrem todo o teu corpo,
Emoldurado em cores,
Que vibram e resplandem.
Tua pele de contanto fino,
Sinto na ponta dos dedos,
Trêmulos e sofridos.
Meu coração disrritima.
Na cadência da respiração,
Beijo teus lábios acalentadores,
O calor irradia, incendiando.
Consumo-te em carícias.
Sabor de fruta no ponto,
Fruto proibido do Éden,
Com seus cabelos em cascata,
Negros de noite profunda.
Desço então, pela correnteza,
Pelas ondas, como as folhas,
Desenhando em curvas velozes,
A tua cintilante silhueta.
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