sábado, janeiro 17, 2004

Estrelas, noite. Solidão.
Os carros passam rápidos,
Fugindo na escuridão.

A tristeza faz sua ronda,
Averiguando os corações,
Que sempre lhe pertencem.

Ainda que sorriam na manhã,
Ao entardecer dourado,
Começam a verter lágrimas,
Em mais uma noite solitária.

Nesta dependência mórbida,
Minha vida pende entre lá e cá,
Em movimentos taciturnos,
Nas águas bravias da desilusão.

Lá vem ela, acompanhar-me.
Devo deixar de lado a pena,
Correr para os braços da infelicidade,
Buscando consolo aonde não há.

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