domingo, janeiro 04, 2004

Coração tristonho,
Vida solitária,
Bebendo desilusões,
Sendo apenas mais um.

Ainda aposto na mesa,
Mas a vida não sorri
Para quem é das sombras,
Apreciando melancolias.

Ainda que eu fale,
Das flores do campo,
De lindos sóis nascentes,
Meu espírito é da Noite.

As vielas são meu habitat,
As estrelas minhas musas,
A madrugada é minha hora,
E as trovas, a minha vida.

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