Catedrais em sombras,
Campanários cortando a noite,
Torreões iluminados pela Lua.
A fina chuva, lágrimas.
Rolando pelos telhados,
Escorrem pelas valas.
A nave principal, às escuras.
Ouve-se o gotejar lento,
Lamúrios dos que sofrem.
O altar nas sombras,
Recebe os corações partidos,
Na missa noturna,
Celebrada nas frias madrugadas.
Senhor dos desiludidos,
Proteja os que choram,
Consola aqueles que lamentam.
Aqueça o coração dos que amam,
Mas estão eternamente sozinhos.
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