sábado, janeiro 17, 2004

Assim quis o destino,
Que esse insensato Trovador,
Não gozasse jamais,
De sorte no amor.

Não me priva de apaixonar-me,
Mas nunca se materializa,
Vivendo sempre a colher sonhos,
Plantados inutilmente no vapor.

Se para isso a vida não me sorri,
Nada não! Não esmoreço.
Nem jamais desisto, mesmo que sofra,
Continuo tentando, ainda que doa.

Aos tropeções, em saltos,
Caminha meu coração.
Agora talvez deva voltar,
Para minhas noites em sombras.

Este sonho parece-me,
Ao fim ter chegado,
Assim como a noite,
Finda após a madrugada.

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