As ondas rolam, espumantes,
Sobra as areias claras,
Pontilhadas de estrelas,
Na noite de verão.
A brisa noturna, macia,
Roça-se nas palmeiras,
Em dança sensual,
Num luau silencioso.
A cantiga do pescador,
À porta da tapera iluminada,
Entoa rimas de amores,
Que se perderam no mar.
Sozinho a tão tarda hora,
Humildemente sorri.
Amanhã o vento altera,
É a vez da jangada ao mar.
Confia no Menino Jesus,
A maré irá mudar;
Rogando a Nossa Senhora dos Navegantes,
Sabe que rede cheia trará.
Suas preces as ondas levam,
À caprichosa Rainha do Mar,
Seus sentimentos seguem soltos,
Soprados pelas correntes de ar.
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