sexta-feira, janeiro 23, 2004

As ondas rolam, espumantes,
Sobra as areias claras,
Pontilhadas de estrelas,
Na noite de verão.

A brisa noturna, macia,
Roça-se nas palmeiras,
Em dança sensual,
Num luau silencioso.

A cantiga do pescador,
À porta da tapera iluminada,
Entoa rimas de amores,
Que se perderam no mar.

Sozinho a tão tarda hora,
Humildemente sorri.
Amanhã o vento altera,
É a vez da jangada ao mar.

Confia no Menino Jesus,
A maré irá mudar;
Rogando a Nossa Senhora dos Navegantes,
Sabe que rede cheia trará.

Suas preces as ondas levam,
À caprichosa Rainha do Mar,
Seus sentimentos seguem soltos,
Soprados pelas correntes de ar.

0 comentários: