quinta-feira, julho 31, 2003

Último beijo,
De sabor doce
Com saliva amarga.

Com lábios quentes,
Língua dormente;
Dentes cerrados.

Último adeus.
Palavras tristes,
Um coração aliviado,
O outro angustiado.

Últimos momentos...
Frios e distantes.
Um beijo gelado,
Sela com dor
Uma paixão ardente.
Caminhando pela floresta,
Recolho pedaços de vida,
Que ao mais simples toque,
Cada árvore suspira.

Através da folhas, o Sol,
A iluminar corações.
Mas há os que estão sós...
A estes, restam canções.

De vida e morte falo,
Da primeira, nada mais resta
Além do seco talo.

E a morte, seja ela o que for,
Aparentemente,
Desabrocha-se em flor.
Prótons e elétrons,
Bailando pela eternidade,
No triângulo amoroso nuclear,
Flertam ambos com os nêutrons.

No balé quântico,
De quarks e neutrinos,
Chocando-se intimamente,
Gerando todo um novo cosmo.

Pulsos magnéticos,
Rodopiantes em um spin,
Alterando forma e imagem,
Espectroscopicamente diferentes.

A matéria ondulante,
Nas equações de Schorödinger,
Incerta como disse Heisenberg,
Brilhante como a fez Planck.

Embaraçou Einstein,
Com todo seu leque
De possibilidades e caos.

Construindo e destruindo,
Surgindo e desaparecendo,
Eternas ou fugazes,
Por todo o Universo.

A sinfonia magistral,
De subpartículas, ondas,
Matéria, eletricidade,
Elementos e luz.

Estendende-se pelo infinito,
Levando sensações e sentimentos,
Expressão final e derradeira,
Do caldo de quanta que somos.
Sombras sorrateiras,
Nos cantos. escondidas,
Apenas aguardando
O momento da emboscada.

Quando o coração triste,
Desarmado e maltratado,
Nem percebe a mancha,
Escura e fria,
Que dele se apossa.

A luz, pouco a pouco,
Apaga-se sem saudades.
Sombras sorridentes,
Ocupem novamente,
O imenso território estéril
Que lhes pertencem
"Ad Aeternum"...
Parece-me que o problema foi sanado. O que estava causando o transtorno na publicação dos posts era a codificação da página. O padrão de caracteres para a língua portuguesa é padrão ISO 8859-1 (Ocidental). O padrão para o BLOOGER é o Windows-1252.
Gostaria de saber por que eles alteraram isso nas configurações do blog? Ou terá sido isso adicionado, como mais uma opção nas configurações? Agora não tenho mais como saber.
Realmente um grande transtorno essa mudança...
Mas também, fiquei sem publicar nada durante bom tempo e não acompanhei quando foram feitas as mudanças. Agora é reler as FAQ's e os arquivos de help para saber se é possível minimizar o trabalho braçal que tornou-se o ato de "postar"...
Sinto pelo incômodo causado pela falta de acentos gráficos nas poesias antigas, mas devido a alguma alteraçäo feita no sistema do BLOGGER, os mesmos näo säo mais reconhecidos, exceto quando escritos os sinais com os respectivos códigos em html! Nas mais novas eu pude corrigir o problema. Entretanto, re-editar cada uma das anteriores para inseriri os respectivos códigos... bem, vai demorar um pouco.

terça-feira, julho 29, 2003

Boa noite meus leitores!
Alguns que visitam-me eu conheço, mas existem tantos outros que säo fugazes e se väo sem nem ao menos deixar uma palavra escrita sequer. Mesmo que tenha odiado o que foi escrito, pelo menos uma opiniäo poderia expressar. Pois a todos os que me lêem gostaria de conhecer, ainda que superficialmente.
Por favor, näo deixem de opinar.

segunda-feira, julho 28, 2003

Säo palavras que escrevem,
Escorrem pelo papel
Sem nada dizer.
Apenas o óbvio.

E juntam-se, acumulam-se,
Em frases sem sentido,
Como gritos de desordem.

É o caos, desuniäo,
Escrevo sem contexto,
Motivaçäo ou amor.

Os períodos formam-se,
Nascendo como aberraçöes,
Disformes e mutantes.

Fujo à razäo e à certeza,
Nada mais é garantido,
Portanto os vocábulos aos borbotöes.

Sujos de sebo e sangue,
Ao natural, recém-nascidos
Da pena nervosa, louca,
Que a isso tudo escreveu.
Em meus momentos de solidäo,
O pensamento voa rápido até você,
Nas asas da fumaça do cigarro,
Queimando lentamente no cinzeiro.

Minha vida reduziu-se a isso,
Curtir em silêncio o sofrimento
Por quem täo longe agora está,
E escrever dolorosas poesias.

Com certeza está em outros braços,
Que melhor apoio hoje säo para ti.
Quando seus lábios säo beijados,
Entrega-se para outro, que näo sou eu.

Neste quarto de 3X3,
Em meio aos livros e papéis,
Nas veias cheias de álcool,
Aspirando este ar vicioso.

Meu único pensamento é você.
Tanto a conhecia, profundamente,
Neste momento é uma estranha.

Näo sei mais o que pensa,
O que gosta e quem admira,
A que horas dorme ou acorda?
Como e por onde anda?

O cômodo escuro e lúgubre,
Hoje é minha sepultura em vida,
Por que as forças me fugiram
E a vontade se esvaiu.
Louco de pedra,
Louco varrido.
Louco, faz o que quer,
Continua insistir
Em contigo sonhar.

Pois só me causas dor,
Com teu sorriso distante,
Olhos repelindo-me,
Na boca, dentes cerrados.

Minha alma sofre,
Eu aprecio ser esmagado,
Como reles inseto que sou,
Pela sola de teus sapatos.

Enlouquecido, näo cesso,
Pensar em ti em todos os momentos,
Numa doentia obssessäo
Que queima-me e consome.

Como vela nº 06,
Minha chama arde rápido,
As lagrimas de cera escorrendo
Pelo que resta de meu corpo.

Em instantes eu me vou,
Näo passando de um pavio queimado.
(inútil)

Entäo, o que eu era
Torna-se lembrança.
Brevemente apagada,
Na limpeza do castiçal.