domingo, junho 22, 2003

Dessas encostas escarpadas,
Debruço-me sobre o mundo,
Olhando através da sombra,
Que adensa-se nos vales abaixo.

As ruínas da cidade surgem,
Através da brumas e do tempo.
Distante, não ouço os gritos,
Nem vejo mais o pavor nos olhos.

O desespero me alcança,
Afligindo-me o coração.
E através do mar sinto as dores,
As lágrimas e o pânico.

O deslumbre agora mata,
Soterrando esperanças e as crenças,
Entre as paredes que colapsam,
Erradicando todas as certezas.

E o chão abre-se com estrondo,
Tragando tudo o que é vivo,
Cuspindo as vísceras da Terra,
Em um imenso espasmo de dor.

E de tão distante,
Pela amargura sou banhado,
Sem nada poder fazer,
Apenas essas palavras a dizer.

Ópera de Lisboa ou do Tejo, destruído pelo terremoto de 1755.

sexta-feira, junho 06, 2003

Recomendo uma visita a exposição virtual de fotografias do Império Russo, no site da Biblioteca do Congresso Americano. Belíssimas imagens de um dos maiores imperios da humanidade. O mais curioso, fotos coloridas!! Daguerreótipos batidos pelo pioneiro nessa técnica, o químico russo Sergei Mikhailovich Prokudin-Gorskii

Vale a pena conferir!