sexta-feira, dezembro 26, 2003

Meus lamentos que te buscam,
Já voltam sem resposta.
Lentamente a perdi,
Como uma imagem que se esvai.

Minha escultura de areia,
Bela e frágil, que o mar leva,
Desaparecendo nas ondas.

Vais livre de mim,
Aquele que te enseja,
Mas teme alcançar-te,
De tudo acabar sem começar.

Se de meus sonhos vens,
Não sumas nas brumas,
Nem tomes rumo ignoto,
Mas volta para meu coração.

Que de esperanças vivas,
Mantém aceso o último lume,
Para que se algum dias voltares,
Saibas sempre aonde me encontrar.

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