quinta-feira, outubro 16, 2003

Qual os lírios nos campos,
Desabrochas esplendorosa,
Com as pétalas refulgindo,
Aos raios solares da manhã.

A beleza perene,
Nem mais hábil pintor,
Consegue descrever.

Ver-te por inteiro,
No profundo olhar me perder,
Nos recantos ignotos
De tua alma me refugiar.

Mas teus olhos não me fitam,
Ao contrário, perpassam-me,
Como se invisível fosse.

De tuas íris castanhas,
Emanam mistérios encantadores,
Que envolvem e inebriam,
Fazendo-me levitar.

E cada troca de olhares,
Vejo-me mais enlaçado;
Preso na deliciosa armadilha,
Que trazes em teus cílios escondida.

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