A noite inicia-se,
Minha busca recomeça,
Nos becos e vielas,
Caminhando pelas ruas
A sua procura.
Minha senda,
Pela lua iluminada,
É longa e fria,
Triste e solitária.
Busco seus vestígios,
Lembranças fugazes,
Que preenchem o vazio
Que é a vida sem você.
Sigo pela madrugada,
Em visões etéreas,
Entre brumas e sombras,
Vejo-a sorrindo, chamando-me.
Embrenho-me ainda mais,
Nestes densos sentimentos,
No lodaçal obssessivo
Que tornou-se esta tentativa.
A escuridão já se despede,
Quando, atingido pela fadiga,
Das horas andarilhas,
Desabo sobre a cama.
Aí sinto teus lábios quentes,
Em afagos trêmulos,
A tenho em sonhos felizes,
Real motivação
De buscá-la pelas noites.
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