segunda-feira, julho 28, 2003

Säo palavras que escrevem,
Escorrem pelo papel
Sem nada dizer.
Apenas o óbvio.

E juntam-se, acumulam-se,
Em frases sem sentido,
Como gritos de desordem.

É o caos, desuniäo,
Escrevo sem contexto,
Motivaçäo ou amor.

Os períodos formam-se,
Nascendo como aberraçöes,
Disformes e mutantes.

Fujo à razäo e à certeza,
Nada mais é garantido,
Portanto os vocábulos aos borbotöes.

Sujos de sebo e sangue,
Ao natural, recém-nascidos
Da pena nervosa, louca,
Que a isso tudo escreveu.

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