quinta-feira, julho 31, 2003

Prótons e elétrons,
Bailando pela eternidade,
No triângulo amoroso nuclear,
Flertam ambos com os nêutrons.

No balé quântico,
De quarks e neutrinos,
Chocando-se intimamente,
Gerando todo um novo cosmo.

Pulsos magnéticos,
Rodopiantes em um spin,
Alterando forma e imagem,
Espectroscopicamente diferentes.

A matéria ondulante,
Nas equações de Schorödinger,
Incerta como disse Heisenberg,
Brilhante como a fez Planck.

Embaraçou Einstein,
Com todo seu leque
De possibilidades e caos.

Construindo e destruindo,
Surgindo e desaparecendo,
Eternas ou fugazes,
Por todo o Universo.

A sinfonia magistral,
De subpartículas, ondas,
Matéria, eletricidade,
Elementos e luz.

Estendende-se pelo infinito,
Levando sensações e sentimentos,
Expressão final e derradeira,
Do caldo de quanta que somos.

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