segunda-feira, julho 28, 2003

Louco de pedra,
Louco varrido.
Louco, faz o que quer,
Continua insistir
Em contigo sonhar.

Pois só me causas dor,
Com teu sorriso distante,
Olhos repelindo-me,
Na boca, dentes cerrados.

Minha alma sofre,
Eu aprecio ser esmagado,
Como reles inseto que sou,
Pela sola de teus sapatos.

Enlouquecido, näo cesso,
Pensar em ti em todos os momentos,
Numa doentia obssessäo
Que queima-me e consome.

Como vela nº 06,
Minha chama arde rápido,
As lagrimas de cera escorrendo
Pelo que resta de meu corpo.

Em instantes eu me vou,
Näo passando de um pavio queimado.
(inútil)

Entäo, o que eu era
Torna-se lembrança.
Brevemente apagada,
Na limpeza do castiçal.

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