quinta-feira, maio 22, 2003


Sombras projetadas,
Entre becos enluarados,
Alongam-se pelas calçadas.

Das paredes escuras,
Nascem da penumbra
Aonde a luz nunca penetra,
Escuridão interminável.

Pelos vidros foscos,
Tremeluzem fracas lâmpadas,
Lutando contr as sombras
Que teimam envolver-nos.

Trazendo o silêncio,
Da noite tranqüila,
Com lua brilhando no céu,
Estrelas cintilam nas poças.

Não há brumas ou turvação,
Apenas densas sombras,
Encobrindo as dores
E os sentimentos bons.

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